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O consumo consolidado de energia elétrica, cativo e livre (2.978,5 GWh), nas áreas de concessão do Grupo Energisa sinalizou crescimento de 11,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Considerando o fornecimento não faturado, o volume registrado no mês foi de 2.871,1 GWh, 7,7% maior que em 2020.

No consumo consolidado, a variação foi a maior para o mês de junho em 21 anos, recuperando as perdas observadas em jun/20 (-5,1%), que sofreu com as restrições associadas a pandemia – diversas áreas de concessão seguiam com estabelecimentos comerciais comprometidos, limitações para aulas presenciais em instituições de ensino, atendimento restrito em determinados serviços públicos e atividade industrial com retomada ainda incipiente. Além da base baixa, também contribuiu para o resultado o calendário de faturamento maior e a flexibilização de restrições em jun/21, dada a melhora gradual do cenário sanitário e evolução da vacinação em diferentes cidades. Vale destacar que diante deste resultado expressivo, o consumo energético do Grupo recuperou as perdas observadas em jun/2020 e cresceu 5,9% frente a jun/19. Todas as classes registraram acréscimo no consumo, com destaque para a residencial (+13,4% ou 136,0 GWh) principal responsável pelo desempenho no mês, com crescimento em todas as concessões, impulsionada pelo calendário, aumento volume de energia recuperada e crescimento abaixo da média em 2020 (clima no Sudeste e Paraíba). A classe comercial e a industrial também se destacaram no consumo, com avanço de 17,5% (79,3 GWh) e 10,2% (58,9 GWh), respectivamente. Entre as concessões, destacaram-se os seguintes avanços no consumo de energia no mercado cativo e livre: i) EMT, com aumento de 11,3%, puxado, principalmente, pelas classes residencial (+20,7% ou 46,6 GWh) e comercial (+17,5% ou 21,5 GWh), influenciadas pelo calendário, base baixa no ano anterior e clima quente na maior parte do mês; e industrial (+4,7% ou 8,3 GWh), motivada pela pujança das atividades associadas à construção e insumos agrícolas – ii) EPB, com aumento de 16,6% (51,1 GWh) em função da classe industrial, com aumento de 35,5% (16,5 GWh) puxada pelo setor têxtil, em linha com o desempenho positivo do ramo no Brasil na produção industrial do IBGE; classe residencial, que registrou crescimento de 10,3% (14,5 GWh) diante do aumento de energia recuperada e classe comercial +29,2% (13,9 GWh) ambas afetadas pelo calendário maior e base baixa em 2020 (clima e efeito Covid no comercial); iii) ESS, com crescimento de 14,8% (46,2 GWh), impulsionada principalmente pelas classes industrial (+17,7% ou 15,7 GWh), sobretudo a produção de alimentícios, têxtil e papel e celulose, residencial (+13,9% ou 15,2 GWh) e comercial (+17,3% ou 8,7 GWh), base baixa e efeito calendário; iv) EMS +8,6% (35,3 GWh) motivada, principalmente, pelas classes residencial (+13,2% ou 18,0 GWh) e comercial (+13,1% ou 8,9 GWh), base baixa e efeito calendário e rural (+12,0% ou 5,5 GWh), efeito calendário e produtores de grãos; v) ERO, com crescimento de 12,2% (30,1 GWh), impulsionado principalmente pelas classes residencial (+16,5% ou 17,2 GWh) – calendário e volume de energia recuperada – e comercial (+11,6% ou 5,8 GWh) – base baixa – efeito covid, seguidas pela classe rural (+16,0% ou 4,3 GWh), que também foi impulsionada pelo efeito calendário e teve destaque nos produtores de proteínas, com destaque para aves e ovos, de laticínios e soja;

O consumo de energia elétrica no mercado cativo e livre (9.049,4 GWh) do Grupo Energisa apresentou, no segundo trimestre de 2021 (2T21), crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando o fornecimento não faturado, o volume passa para 9.013,7 GWh, o que significa um aumento de 10,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Vale ressaltar que em 2020, o consumo do 2°TRI foi muito afetado (recuo de 4,9%) pelas restrições mais severas associadas à pandemia, como o funcionamento de centros comerciais, indústrias e deslocamento de pessoas para home-office. Dessa forma, as classes que puxaram o desempenho positivo no 2T21 foram a industrial 14,4% (237,3 GWh), seguida pela classe comercial (+13,1% ou 188,4 GWh) e residencial (+4,7% ou 159,6 GWh). A primeira foi impulsionada pelo bom desempenho das indústrias ligadas à cadeia da construção, alimentícios e pela retomada do setor têxtil, muito afetado em 2020. O consumo industrial, inclusive superou o nível pré pandemia (2°T19). Já o comercial seguiu abaixo do nível pré pandemia (2019), diante da ausência de normalidade das atividades, em função da segunda onda de contágio. Por sua vez, o consumo residencial seguiu crescendo no 2T20 e 2T21, com destaque para ERO, ESS, EMG e EMS – motivadas por efeito calendário, algum impacto do isolamento social, e base baixa no caso de ESS e EMG. O rural também cresceu (+4,0%), com destaque sobretudo para ESE, EPB (irrigação), ESS (cítricos e ovos/aves) e ETO (destaque para ovos, soja e arroz).

Destaque no segundo trimestre para os aumentos de consumo de energia no mercado cativo e livre na região Nordeste, com incremento de 10,4% (EPB +11,6%, ESE +8,0 e EBO +13,4%); região Centro-Oeste, com crescimento de 4,9%, (EMS +7,2% e EMT +3,4%); região Sul-Sudeste com acréscimo de 12,3% (ESS +12,6%, EMG +11,8% e ENF +10,1%); seguida pela região Norte com acréscimo de 7,9% (ERO +8,1%, ETO +8,9% e EAC +4,8%).

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