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O volume consumido de energia no mercado consolidado cativo e livre (3.280,8 GWh) registrou crescimento de 5,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse resultado foi influenciado pelo grupo residencial, onde clima e as restrições impostas foram os principais vetores; industrial, que tem se recuperado com intensidade acima do esperado; e o rural, impulsionado pela demanda por produtos agropecuários nos mercados interno e externo.

No mês, a classe residencial cresceu 12,5% (147,0 GWh), registrando a maior alta para dezembro dos últimos 15 anos (+12,7%, em dez/2005), as concessões que registraram maiores aumentos foram EMT 14,0% (39,3 GWh), ERO 18,8% (20,8 GWh), ESS 12,6% (16,9 GWh), EMS 9,0% (16,2 GWh), ETO 16,1% (14,3 GWh) e EPB 9,0% (14,3 GWh), motivadas pelo clima e efeito calendário. A classe industrial cresceu pelo sétimo mês consecutivo e registrou aumento de 7,0% (41,1 GWh), a maior taxa no ano. Entre as distribuidoras, 9 das 11 avançaram, com destaque para os aumentos nas concessões: EMS +13,7% (14,0 GWh), que registrou a maior taxa para o mês dos últimos 18 anos (23,1%, em dez/2002), impulsionada pelos setores metalúrgico, de minerais não-metálicos e alimentos; EMT +7,2% (11,5 GWh), puxada pelo desempenho na indústria alimentícia e de minerais não metálicos; e EMG +16,6% (5,0 GWh), que apresentou a maior taxa para dezembro desde 2010, motivada pelo setor de móveis e têxtil. A classe rural registrou a maior alta para o mês desde 2011, direcionada pelo clima seco e o bom desempenho de algumas culturas, com destaque para a concessão da EMT +21,0% (21,6 GWh) que foi a principal contribuição para o crescimento da classe, influenciada, principalmente, pelo baixo volume pluviométrico combinado ao período de safra da soja; ERO +19,0% (5,2 GWh), também impactada pela cultura de soja associada às questões climáticas; ETO +17,7% (3,2 GWh) beneficiada pela produção de açúcar, arroz e ovos; e ESS +12,3% (3,2 GWh), impulsionada pela produção de produtos cítricos.

O consumo total de energia elétrica no mercado cativo e livre nas áreas de concessão das distribuidoras do Grupo Energisa, no quarto trimestre de 2020, atingiu 9.877,5 GWh, o que representa aumento de 5,2% (485,8 GWh) em relação ao mesmo período do ano anterior. No trimestre, os melhores desempenhos entre as classes foram: na residencial (+12,3% ou 428,7 GWh), que apresentou a maior taxa para o trimestre desde 2005, avançando em todas as discos, devido principalmente às altas temperaturas registradas; na rural (+14,4% ou 133,9 GWh), que registrou o maior avanço para o 4ºtri desde 2007, com destaque para contribuição das culturas de soja, milho, café, açúcar, ovos e cítricos; e na classe industrial (+5,0% ou 92,0 GWh), que cresceu impulsionada pela demanda de insumos na construção civil e pelo setor alimentício.

Em 2020, apesar dos efeitos da pandemia, o consumo total de energia nas áreas de concessão do Grupo Energisa encerrou 2020 com alta de 0,9% (335,8 GWh). O clima quente e seco no último trimestre, o bom desempenho da indústria e setor de construção, aliado à demanda aquecida por alimentos e ao processo de recomposição de estoques em diversos segmentos, foram determinantes para este desempenho.

Destaque no ano para o consumo total nas áreas das seguintes distribuidoras: EMT (+3,7% ou 340,9 GWh), ERO (+3,8% ou 122,4 GWh), EMS (+1,4% ou 81,2 GWh), ETO (+1,5 ou 35,1 GWh), EAC (+2,0 ou 21,8 GWh) e EBO (+0,9% ou 6,2 GWh).

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